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CVM responsabiliza Dilma em compra e prejuízo bilionário da refinaria de Pasadena nos EUA



CVM responsabiliza Dilma em compra e prejuízo bilionário da refinaria de Pasadena nos EUA

área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) responsabilizou a ex-presidente Dilma Rousseff e demais ex-conselheiros de administração da Petrobras por causa da aquisição da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). O péssimo negócio gerou um prejuízo de U$ 1 bi de dólares (quase R$ 4 bilhões) ao cofres públicos e não trouxe benefício algum aos brasileiros.

O relatório do Inquérito Administrativo instaurado em 2014, concluído em junho, pede que o Colegiado da xerife do mercado responsabilize Dilma e os demais conselheiros por "ter faltado com o dever de diligência quando da aprovação da aquisição" da refinaria. O inquérito foi instaurado a partir das investigações sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006. 

Pasadena nos EUA - Investimento em sucata!
A investigação da CVM foi instaurada em 2014, após as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal avançarem. Na época da aquisição da refinaria, Dilma era ministra de Minas e Energia e presidente do conselho de administração da Petrobras. A ex-presidente foi excluída, porém, da acusação relacionada ao episódio de Pasadena, em março, na Justiça Federal. 

Além de Dilma, foram responsabilizados por faltar com o dever de diligência os ex-conselheiros Fábio Barbosa, Cláudio Haddad, Gleuber Vieira e Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda. O então presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli também foi responsabilizado por faltar com o dever de diligência, tanto na qualidade de membro de diretoria quanto do conselho de administração

Como resultado da conclusão do Inquérito, foi aberto o Processo Administrativo Sancionador 14/2014, em junho desse ano. Segundo informações do site da CVM, os acusados foram notificados para apresentar suas defesas em 20 de junho. Após a apresentação das defesas, será sorteado um diretor-relator e o caso poderá ir a julgamento pelo Colegiado da CVM. Até agora, nenhum dos acusados apresentou proposta de termo de compromisso, espécie de acordo para encerrar os processos na CVM.

ÉPOCA Negócios


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