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Cuba dá calote de quase R$ 20 milhões no Brasil




Uma parte da dívida de Cuba com o Brasil, principal fornecedor de alimentos da ilha, entrou em "default" (calote) esta semana. Em junho deste ano, o país pagou apenas US$ 2 milhões dos US$ 8 milhões de um financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o Programa de Exportação (Proex), do governo Federal. 

De acordo com uma fonte diplomática do Brasil, como a dívida de junho acaba de completar 180 dias, Cuba é considerada "inadimplente". Segundo integrantes da missão brasileira que visitou Cuba em outubro, o total de atrasados ao fim deste ano está calculado em US$ 100 milhões. 

Os valores se referem a financiamentos contraídos por Cuba para a construção do Porto de Mariel (BNDES) e para a compra de alimentos (no âmbito do Proex). Recentemente, o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, disse que os empréstimos para Cuba e Venezuela foram um erro. 

O Ministério da Fazenda informou que "o BNDES exigiu uma compensação da União, como fiador, que fará o pagamento em até 30 dias", acrescentou. No caso do Proex, os recursos são provenientes do Tesouro. "O governo brasileiro está fazendo esforços para recuperar todos os créditos relacionados ao financiamento das exportações brasileiras para Cuba", acrescentou a nota do ministério da Fazenda.

Por outro lado, Cuba diz que os atrasos foram causados por conta do furacão Irma, que prejudicou suas colheitas, e do ressurgimento do bloqueio dos EUA, que vem dificultando a transferência de dinheiro através de instituições bancárias internacionais.



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