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Idec cobra ações para conter assédio a aposentados





Os golpes contra segurados do INSS colocaram em xeque, mais uma vez, a guarda das informações pessoais de aposentados e pensionistas, que veem seus números de benefícios, contas bancárias, telefones, cópias de documentos e até endereços circulando no mercado. De um lado o INSS reconhece o problema, mas diz desconhecer como dados sigilosos vão parar nas mãos de terceiros - e em muitos casos, de fraudadores. De outro, os aposentados que se sentem acuados com oferta de empréstimos consignados e toda sorte de "crédito fácil". 

Para colocar os pingos nos "is" e cobrar postura incisiva não só do INSS - detentor das informações -, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) notificou diversos órgãos - como ministérios da Justiça e Economia, Banco Central e Câmara e Senado - cobrando soluções contra práticas abusivas na oferta de crédito com desconto em folha e divulgação de informações.

A ONG de defesa do consumidor alerta para a falta de segurança dos dados que são compartilhados sem consentimento prévio e, assim, se tornam vulneráveis a fraudes; e com a agressividade na oferta de crédito, que colabora para o superendividamento de mais de 60 milhões de brasileiros. Questionado pelo DIA sobre a notificação o INSS não deu retorno até o fechamento dessa edição.

"O problema é recorrente. O consignado começou em 2003, e já em 2005 havia denúncia do vazamento de informações sigilosas e nenhuma ação eficaz foi tomada", adverte Ione Amorim, economista do Idec. "É muito importante alertar para a gravidade, já que não existe clareza sobre como os dados são compartilhados antes mesmo de os beneficiários estarem cientes sobre a aprovação do benefício. Passam a receber insistentes ligações de instituições financeiras e correspondentes bancários", explica Ione.

Reportagem completa: O DIA


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